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sábado, 24 de junho de 2017

A Silhueta ( soneto livre)



A luz da divina lua que a sua janela clareava,
Deixava à mostra a tua silhueta imponente
A passear em teu quarto, e eu imaginava
A sua real nudez... devaneios eloquentes!

E ali solitário, lascivo, e você não se entregava,
Apenas provocava, o meu desejo era premente.
Murmurava, sonhava, e em te corpo eu passeava.
Queria-te amante, sentir em mim teu corpo quente.

Perdia-me na tua sombra que me deslumbrava,
Ensandecia-me por querer-te tão loucamente.
E assim, todas as minhas noites, tu obsedava.

E num ímpeto, em meu quarto te fizeste presente!
O teu cálido oceano de mistérios, eu desejava.
Quase incandescente, te abracei... Finalmente!

dinapoetisadapaz