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sexta-feira, 28 de julho de 2017

Um Arco- Íris na minha dor

Um mergulho na desilusão,
o afeto refutado,
a ternura, como folha seca
bailando ao vento,
o amor de mim fugindo,
empoeirando minhas emoções.

Soprou vento traiçoeiro,
sacudiu a relação,
o momento ficou sombrio,
o desenlace foi estarrecedor...
Quando senti que ficou apenas
a sua imagem dentro dos olhos meus,
por instantes desejei morrer.

Meu coração,
se encolerizado ou desiludido,
amargando imenso vazio,
entrega-se à redenção,
foi lacerante... parecia ferida incurável!
O exercício do desapego,
vestiu meu ego d’uma pintura qualquer,
deu um ar de arco-íris à minha dor.

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Esquina da solidão


Fui feliz quando te amei,
Muito sofri quando te vi partir.
Ao saber-me órfã do teu amor,
o cristalino dos meus olhos
perdeu o brilho,
N’alma, um deserto,
No peito, a sangria fria
encharcou meus lamentos.

O coração em desassossego
magoado e confuso, mas, esperançoso,
tropeça agora nas curvas do teu caminho,
e te encontra na esquina da solidão.

Que embate coração
travou com a razão...!
razão perdeu para o amor, 
O coração bandoleiro e vulnerável
Optou pelo o perdão.

Um amor verdadeiro,
é como filho desgarrado,
precisa ser acolhido e amado.
Há quem sinta-se envergonhado
em conceder o perdão.

Ser crível e lembrar do amor divino
é o caminho para a Redenção
Perdoar é preciso,
Faz bem ao coração e alma.