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sábado, 30 de setembro de 2017

Desejos inacabados



Todo dia ele passa
E eu espero um olhar...
É tudo que almejo
E nada!

Entre a súplica e a negação
Fico a suspirar
Por não ter compartilhado
Esse sentimento sem fim

Eu falo com os olhos
Ele finge não me ver.
Eu desejo flores
Ele nem espinhos oferece!

Oh! meu áureo coração
Que ainda não conhece
Os ardis do amor...
E se basta de desejos inacabados!

dinapoetisadapaz


quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Abstêmia

Sua indiferença
embatucou meus devaneios.
Seus passos perderam o rumo,
seu olhar segue em outra direção.

Choveu na sua febre, 
encharcou seu coração,
o dialogo naufragou,
o desejo  foi trincado .
O que restou?

Eu, como pássaro ferido
acometida de mudez,
mastigando a ilusão,
degustando a ansiedade,
vendo se partir entre os  dentes, 
o fio de esperança.

Enfim!
Tornei-me abstêmia do desejo,
de novamente te ter!


terça-feira, 26 de setembro de 2017

A Pretensão


Sentei à mesa pela primeira vez como quem sabe escrever poesia com desenvoltura. Qual a razão da decisão de pretender escrever poesia sem uma bagagem consistente? Não existia n’alma nem no coração naquele momento, um pensamento poético brincando de passear em meu cérebro.

Olhando para folha branca, a mão inapta não esboçava nenhum traço que pudesse povoar o deserto poético, a pena rodopiava entre os dedos, as palavras voaram pela janela, foram ter com o infinito e minha pretensão emudeceu...

Levantei-me, fui até a varanda, desolada, decepcionada por uma tentativa vã, restou-me contemplar o jardim, era uma tarde outonal, as folhas caiam e a nudez das árvores entristecia a passarada procurando abrigo no fim de tarde para seu pouso noturno.

Eu me preparava para uma leitura inspiradora, não foi preciso, as folhas mortas das árvores, porém vivas para meus olhos bailavam ao sabor do vento, desenhavam poemas pelo chão, foi aí que me desnudei tal qual ás árvores, expulsei a insegurança e a inspiração surgiu vestida de coragem outonal dando forma e vida aos meus primeiros versos.

Poeta eu não sou
De crueza, vestida estava
Temia escrever um verso torto
E compor poema nati-morto

Foi assim, numa tarde outonal
que escrevi meu primeiro texto.
A transpiração parecia visceral,
Quando vislumbrei novo contexto
A pena tomou impulso.

Espero lá na frente
Poder avançar na retórica
Tornar-me gongórica
Ser poetisa de verdade

Ao autor iniciante
Deixo aqui meu recado
Não desista, siga adiante
Insista no seu futuro legado.

dinapoetisadapaz

domingo, 24 de setembro de 2017

Grandes éxitos Mercedes Sosa

Ciúme


Na difícil sustentação do amor 
Onde o ciúme age como destruidor
É preciso atentar para o furor
Dos impulsos que provocam a dor.

No que se entende da união
Onde iremos dela ter compreensão
Hora se julga muita paixão
Em momentos, até a decepção.

Ah! Se pudéssemos controlar o coração
Que por vezes desconhece a razão 
Mesmo preenchido de intensa paixão
Difícil entender quando parte pra divisão