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quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Poeta Transpirado



Meus escritos, pelo tempo amarelados,
dormem na gaveta inacabados.
São palavras escritas em vão,
obedecendo o desejo da mão

Num canto da sala a mesa empoeirada,
gavetas abarrotadas, seladas,
Segredam as dores do poeta entristecido,
recluso, transpirado, reprimido...

Pensamentos revelados à espera
da mão artesanal que há muito venera,
deseja  transformar essa mistura 
em poema, com voz e alma de criatura.

Não há mais quimera nem tinta na caneta,
O olhar de poeta que voava tal qual borboleta,
Agora cabisbaixo, não voeja nem devaneia.
Acorda poeta, não se deixe morrer nessa teia.

Há tanta beleza a ser cantada em versos,
O céu, a lua, o mar e todo esse Universo,
Até o arrebol, de vergonha enrubesceu,
Pois dele, você também se esqueceu!

dinapoetisadapaz