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quarta-feira, 25 de abril de 2018

A Silhueta


A luz da divina lua que a sua janela clareava, 
Deixava à mostra a sua silhueta imponente 
A passear em seu quarto, e eu imaginava 
A sua real nudez, eu devaneava loucamente 

E ali solitário e lascivo, e você não se entregava, 
Apenas provocava o meu desejo premente. 
Murmurava, sonhava, e em seu corpo eu passeava. 
Queria-te amante, sentir em mim seu corpo quente. 

Perdia-me na sua sombra que me deslumbrava, 
Ensandecia-me por lhe querer  tão apressadamente 
E assim, todas as noites sua silhueta eu devorava 
Com olhares de paixão, queria-te alucinadamente! 

Certa noite, o amor pressentiu o quanto eu ansiava 
E num ímpeto, em meu quarto te fizeste presente 
O teu cálido oceano de mistérios, eu muito desejava
Quase incandescente, te abracei... Finalmente!

Diná Fernandes






Bom dia


Que Deus nos abençoe!