Seguidores

sábado, 19 de maio de 2018

Amor Enfadonho (Rondel)



Do nosso amor enfadonho
Confesso que nada restou
Tudo não passou de um sonho
Que tão brevemente findou

Amor incapaz com jeito bisonho
Que em meu coração aportou
Do nosso amor enfadonho
Confesso que nada restou

Não houve dias tristonhos
Saudade não me maltratou.
Quando alegre, acordei do sonho
Vi que meu coração se libertou
Do nosso amor enfadonho

Diná Fernandes

sexta-feira, 18 de maio de 2018

Canto de Liberdade



Minha vida feita de quimeras,
de esperas sem retorno,
de ilusões perdidas entre as palavras
e promessas que nunca se cumpriram.

O amor que a ti dediquei,
as loucuras que por esse amor cometi,
não foram suficientes para consolidar a união?
Que mais querias de mim além do amor?

Tanto amei, como tanto sofro agora
com a inesperada partida,
com um dorido ponto final
sem nenhum questionamento.

Segue firme teu caminho,
a rotura entre nós não terá emendas,
a dor que agora de mim não se apieda
faz de mim um pássaro sem gaiola
voando em liberdade.
Um canto ao renascimento!

Diná Fernandes

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Castigo? (Enlaces Disticus)


Minh’ alma está um tanto vazia,
Quem absorveu minha energia?
A palavra deu nó na garganta,
A inspiração não se agiganta.
Será que salguei a santa ceia?
Estou em punição, presa numa teia.
Vejo tudo e nada sinto...
Quem sabe um cheiro de absinto
Para que eu possa encontrar,
Um motivo para poetar.

Preciso de nova alegoria
Para instigar a dona poesia!

Autoria: Diná Fernandes
( enlaces dísticus ) é criação de Aila brito